quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mamãe Cri Cri

...Ou chata mesmo. Ás vezes tenho a leve impressão que não sou inconformada, que sou cri cri mesmo...Escolhemos outro carrinho em vez do da Gracco. É da marca Bebê Confort e parece um carrinho da NASA. E como todo carrinho da NASA necessita de o mínimo de habilidade para manuseá-lo. Quando fomos escolher o carrinho na Alô Bebê quase levei o Love da Infanti, muito bom com rodas de bicicleta. Mas ele é meio basicão sabe, mas um basicão que eu gostei leve e tals. Maridon foi comigo e tentou não influenciar na escolha, mas influenciou.
 
O Bebê Confort é lindo, o bebê fica bem no alto, dá para ficar de frente para os pais (coisa rara nos carrinhos de 3 rodas), as rodas são de pneu e um montão de mimimi. Na hora já percebi que ele era pesado, mas maridon ficou sugestionando que eu não estava acostumada e tals. Ele entrou no porta malas do meu carro e no carro do maridon, ok.
 
Mas logo começou meu nhem nhem nhem: fomos no feriado passear no Embu das Artes. É lógico que os papais de primeira viagem esqueceram um detalhe básico: A cidade é histórica com as ruas de pedra Rá. Burrinhos. Imaginem a cena. Maridon tirou o carrinho super sônico do porta malas e pans, coloca a bebê magia e tã nã nammmmmm. A porcaria do guarda sol (sei lá como chama aquele toldo que encobre o sol) só cobria a cabeça da baby e olhe lá. Cara, tive um ataque de pelanca (literalmente). Maior sol e a por...caria deste guarda sol curto. Vá para ponte que partiu #evitando palavrões. Mew, pagamos super caro nesta coisa para o guarda sol ser esta mer...cadoria.
 
Fora o mico de andar com o carrinho nas ruas de pedra, detalhe só pela sombra. Parecia que a Lara estava em um terremoto no Japão, uma tremedeira (letras de uma música) coitada. Péssimo. Ninguém curtiu o passeio.
 
E os fabricantes deste carrinho são os maiores espertinhos. Vendem um guarda sol, mas conhecido como guarda chuva, sombrinha, para acoplar no carrinho. Mas um King Kong que pagaremos passeando com este carrinho que já chama pouco atenção, com um guarda chuva em cima Afff #miinterna. E eu sou do tipo de pessoa que paga para não chamar a atenção.
 
Então só chego a uma conclusão: ou sou inconformada com tudo mesmo ou sou uma cri cri de plantão.
 
Os fabricantes dizem que o carrinho aguenta até trilhas na floresta. Uma pessoa que faz trilha com um bebê na floresta me intriga.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Volta Do Que Não Foi - O Trauma da Não Amamentação

Todo mundo que já visitou meu blog sabe do meu mimimi que não consegui amamentar, que eu sofri muito com isso e blábláblá...Mas sempre que leio algo sobre amamentação ou vejo uma mãe amamentando, fico na maior deprê. Sinto culpa, sinto tristeza, sinto que fui relapsa, incompetente.

Ás vezes leio coisas bem tendenciosas de mães que amamentam ou conseguiram amamentar. Tipos, como se jogando na cara das outras mães que não conseguiram que elas amam mais seus filhos, que seus filhos "nunca" pegarão uma doença, que seus filhos terão menos probabilidade de serem gordos e por aí vai. Não tenho certeza se elas fazem isso para se auto afirmar por outras pessoas encherem o saco delas porque elas amamentam ou fazem isso por se sentirem superiores às mães que não conseguiram amamentar.

Gente, mesmo não conseguindo amamentar eu levanto a bandeira da amamentação para qualquer grávida e mamãe fresca. Minha cunhada teve uma bebê a uma semana, na mesma maternidade que tive (aquela mesmo, que dava fórmula no copinho sem minha autorização), aconselhei ela a ficar de olho nas enfermeiras. Ela estva achando que a bebê não estava mamando direito, e minha sogra queria dar um complemento á noite na mamadeira. Aconselhei que elas não fizessem isso, levei minha bomba elétrica, para ela tirar seu próprio leite e dar no copinho caso fosse necessário, fui bem enfática dizendo que com a mamadeira, depois a bebê poderia não pegar o peito. Acho que elas seguiram meus conselhos e a bebê esta mamando bem.

Mesmo super apoiando a amamentação, não julgo, não jogo pedras em quem não conseguiu, não por opção, não conseguiu e pronto. E te garanto tentando de tudo. Nós mães que não conseguimos oferecer e ter este privilégio precisamos de apoio e orientação. Acho que é muito mais construtivo dar dicas de amamentação, falar sobre as dificuldades que tiveram e como conseguiram seguir adiante.

Tenho consciência que pelo menos eu, tão cedo superarei esta situação, mas tomara que com o tempo eu não me sinta tão mal e culpada. Minha filha é SAUDÁVEL e acredito que ficar achando ao contrário é que atrairá péssimos pensamentos. Meu vínculo com minha filha é FORTE e continuará sendo até o fim dos tempos e nada me fará acreditar que porque não consegui amamentar, ele será fraco ou menos importante.

sábado, 3 de novembro de 2012

Papai Coruja Cap. I - Carrinho de Bebê Mega Blaster Mega

Antes da Larinha nascer nos preparativos, lógico que estava na lista o carrinho de bebê. Vou dizer a verdade, não estava nem aí para a praticidade, utilidade, só queria como uma futura mãe bem tosca, um carrinho que minha filha conseguisse dormir nos primeiros meses (e que fosse bonitinho). Enfim, não queria gastar horrores, para uma função tão simples. Só o que esta pseudo espertinha esqueceu é que eu sairia para passear em ruas, parques e não só em pisos lisos, como em shoppings.

Maridon bem que tentou avisar, mas também tinha suas tosquices...Queria, que queria um carrinho esportivo, tipos daqueles que tem amortecedor, que dão até para fazer uma trilha com seu filho-bebê. Pensei cá com meus botões, amigo eu canso só de pensar eu fazer esportes porque cargas d´água eu vou querer um carrinho esportivo caro para dedéu?

Maridon insistiu, com seus argumentos de engenheiro, tentou me convencer, mas não adiantou...Compramos o carrinho que eu decidi, um da Galzerano, muito bonitinho, mas ordinário, marrom e rosa. Veio com bebê conforto e tals...Mew, se arrependimento matasse.

Primeiro, que esse carrinho não é feito para bebê dormir. Teria que ser um que viesse com moisés. mas mesmo assim comprei um colchãozinho de carrinho e adaptei...Segundo as rodinhas são de plástico, portanto não são resistentes a terrenos ásperos. Terceiro, não sei se é defeito do meu carrinho, mas ele parece aqueles de supermercado com defeito. Tem vontade própria: você quer ir para um lado, ele vai para outro.

Bom, maridon joga na minha cara todo o santo dia a mer..cadoria que fiz. Porque o carrinho que ele queria, além de ser "esportivo" vinha com bebê conforto e se transformava em moisés #mimata. O barato realmente saiu mais caro.

Bom resolvemos comprar outro, por que esse que temos não dá. Pesquisamos, pesquisamos e maridon encontrou um max, mega, blaster, esportivo...O da marca Jeep. O carrinho tem rodas de bicicleta, entrada para Ipod, Ibaby: dá para colocar música para o bebê (legal, né), amortecedores que aguentam até ritmo de corrida. Me animei, porque daria para caminhar (por correr nem em sonhos) com a Lara nos parques perto de casa. Só fiquei meio cabreira com o tamanho. No carro do maridon que é grande caberia numa boa, mas no meu que é pequeno estava na dúvida.

Maridon, não quis nem saber...Falou que caberia e se não, devolveríamos. Que para mim é a maior dor de cabeça. Procuramos em algumas lojas o carrinho desta marca e não achamos, só em loja online. E em nenhum site demonstrava como ele fechava. Enfim, arriscamos. E uma semana depois chegou...O óbvio aconteceu: nem no carro do maridon entrou e muito menos no meu. Afff...Tem que tirar uma das rodas para entrar. Imagina a cena: Karininha aqui toda atrapalhada de nascença, colocando e tirando roda como se fosse de bicicleta com uma bebê chorando ou esperando no carro. Sem chance.

Com dor no coração devolveremos o carrinho e depois trocaremos por outro da Gracco também bem legal, triciclo.

E vocês tem alguma dica de carrinho de bebê?