sábado, 18 de julho de 2009

Audrey Hepburn era uma dona de casa inconformada?

Será que Audrey Hepburn, ícone dos anos 50 e 60, era uma dona de casa inconformada?
Vou explicar do início o sentido da minha pergunta, com um texto retirado do site http://www.pt.wikipedia.org/.
Audrey foi considerada, a príncípio, uma garota "alta, ossuda, de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela". Mas Audrey, mesmo vivendo na época em que as baixinhas, de curvas generosas, pés miúdos e olhos claros imperavam, soube usar os seus "defeitos" como seus dons e conquistar o mundo com seu lindo rosto, sua elegância e seus profundos olhos castanhos. Segundo o estilista Givenchy, que era incumbido de vestí-la, Audrey era um ideal de elegância e uma inspiração para o trabalho dele.
Audrey sempre será lembrada pelo filme Breakfast at Tiffany's (1961 - Bonequinha de luxo no Brasil, Boneca de luxo em Portugal) como "Holly Golightly", uma prostituta de luxo que sonhava em se casar com um milionário, papel totalmente oposto ao com que ela foi premiada com o Oscarde 1954, em que vivia "Ann", uma princesa que fugindo de seus deveres reais, se apaixona por um jornalista interpretado porGregory Peck, em A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953).

O ator Gregory Peck , par romântico de Audrey no filme A princesa e o plebeu (Roman Holiday, 1953), foi quem a apresentou ao ator Mel Ferrer, que, depois de participar de uma peça com Hepburn, pediu-a em casamento. A atriz contracenou no filme Guerra e Paz (War and Peace, 1956). Os dois fizeram um casal, em que Audrey interpretava uma aristrocrata russa, que se apaixona pelo princípe da Rússia André (Ferrer).

Hepburn casou-se duas vezes, primeiro ao ator americano Mel Ferrer, e logo a um psicólogo italiano Andrea Dotti. Ela teve um filho com cada um – Sean em 1960 por Ferrer, e Luca em 1970 por Dotti. O padrinho de seu filho mais velho é o autor britânico A.J. Cronin, quem residiu perto de Hepburn na Lucerna.
Depois do nascimento dos filhos, abandonou a carreira no cinema. Ao final de sua vida, nomeada embaixadora da UNICEF, trabalhou incansavelmente como voluntária para causas infantis.

Além de um rosto bonito, Audrey era uma mulher humilde, gentil e charmosa, que preferia cuidar dos outros a seu redor do que de si mesma. É considerada a eterna "bonequinha de luxo". Faleceu aos 63 anos, de câncer no apêndice.

Ok, ok... Audrey, largou sua carreira de sucesso para cuidar da família? É isso mesmo? Ela era uma dona de casa inconformada?

Nâo posso responder a nenhuma destas perguntas por ela (só se eu for em um centro espírita =D), mas ressalto a todas as mulheres que abriram mão de seus trabalhos para cuidar da família, que se até a Audrey Hepburn teve essa atitude, por que não nós, reles mortais?

Mas atenção, a bonequinha de luxo (ou Amélia de luxo), se dedicou a outros afazeres em sua vida, não ficou apenas limitada a sua vida doméstica. E acredito que por isso, não deve ter se sentido frustrada.
Lógico, que não precisamos nos transformar em presidentes da UNICEF (se der parabéns!), mas no mínimo nos dedicarmos a projetos que nos façam evoluir: um trabalho voluntário, um curso, enfim algo que acrescente em nossas vidas.
Estou com a impressão que logo, logo, não serei mas uma dona de casa de meio período, acredito que conseguirei em breve o trabalho dos meus sonhos (efetivo, período integral, com muita pressão=D). Ainda não tenho filhos, mas se for preciso abandono a carreira para me dedicar à eles (com dor no coração).
Não quero que esse pensamento se concretize, pois, acredito que mulheres modernas, conseguem sim, administrar a casa, os filhos e o trabalho (e os animais de estimação), mas se eu não conseguir, me espelharei no exemplo de Audrey Hepburn, e não me sentirei diminuída pela escolha.

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